segunda-feira, 22 de março de 2010

Projeto MultiArte Cultura



Oficina de Cine. Vídeo.Teatro.

Dia 27 março - Das 14 às 18:00h

Casa Cenográfica - Rua Marquês de Rabicó, 240 - Taubaté - SP - Núcleo de Produção Áudio Visual


Objetivo: possibilitar aos alunos o desenvolvimento de práticas para atuações como atores ou atrizes e posteriormente desenvolver atividades como vídeo.maker, para produção de vídeos, clipes ou documentários.

Público Alvo: interessados em geral.

Obs.:o último tópico do Plano de Ação pode estar voltado a focar o Patrimônio Histórico Cultural da Região onde a Oficina é Executada, bem como questões que afetem as suas condições ambientais e sócio culturais.

"a memória é uma ilha de edição" (wally salomão)

1. Descrição

Tendo com ponto de partida a poesia(Mãe das Arte Manhas), como disse o poeta tropicalista Torquato Neto, e com o olhar atento para a globalidade do universo terrestre que habitamos, onde a tecnologia cada vez mais nos oferece possibilidades infinitas para brincarmos com a palavra poética e transformá-la em som , em imagem, em corpo gráfico ou plástico, tendo assim uma obra de arte inserida no mundo moderno que vivemos.Toda Arte para quem produz, é um exercício de Experimentação, experimentar o experimental: como bem disse o poeta baiano Waly Salomão.

Hoje filmes produzidos com câmeras fotográficas digitais invadem o universo on-line do Planeta se transformando em uma potente ferramenta, sendo ao mesmo tempo um objeto de Arte mas também um importante veículo de informação, denúncia, crítica e alerta constante para a situação de flagelo em que se encontra o planeta Terra.

Sendo a Internet um veículo de alcance incalculável a veiculação de vídeos/arte por esta via vem se tornando uma excelente vitrine para quem ainda não conseguiu o seu espaço no Mercado de Trabalho convencional, ou até mesmo para aqueles que querem experimentar a possibilidade de produzir com o seu trabalho uma linguagem que só estas ferramentas possibilitam.

O objetivo de uma Oficina de Vídeo Teatro é além de produzir fomentar a produção de vídeos tendo como foco o exercício cênico em si, poder também oferecer a seus integrantes as informações básicas de como lidar com uma câmera digital e extrair dela todas as possibilidades áudio/visuais que ela nos ofereça, contribuindo de forma definitiva para a inclusão desses alunos nesse novo Mercado de Trabalho que se abre sem limites ou fronteiras.

Hoje vivemos o Tempo da reciclagem, e a Arte no Brasil e no Mundo vem se reciclando desde os anos 60 do século passado. Aqui o Tropicalismo na música, nas Artes Plásticas ou no Cinema é um bom exemplo da collagem que podemos fazer com a palavra/escrita/sonora/imagética. Oswald de Andrade com a sua poesia fragmentada, os seus Retalhos, já fazia cinema com poesia.

A música tropicalista de Caetano e Gil e a poesia também Tropicalista de Torquato Neto, já profetizavam esse tempo multimidiático do agora. O objetivo da Oficina de Vídeo.Arte possibilitar a qualquer possível aluno, o aproveitamento dessa ferramenta disponível, chamada câmera fotográfica digital, bem como orientá-lo na utilização positiva desse potente veículo de comunicação universal que é a Internet, possibilitando a sua inclusão no mundo moderno, oferecendo-lhe condições para a sua inclusão nos movimentos sócio-culturais ampliando os seus conhecimentos e a sua própria educação cidadania e civilidade.2. Plano de açãoPúblico Alvo: Jovens e Adultos interessados em Arte de uma forma geralPrimeiros Passos:

Oferecer noções gerais aos integrantes da Oficina sobre Arte. Poesia. Teatro. Artes Plásticas. Artes Visuais. Mostrar ao aluno como podemos manejar uma câmera fotográfica digital, para extrairmos dela imagem e som, para o seu exercício experimental de vídeomaker.

Mostrar ao aluno noções de fala, postura, concentração e sensibilização para o seu exercício experimental de ator oferecendo-lhe princípios fundamentais do teatro, possibilitando-lhe o aprendizado para como se portar diante de uma câmera. Exercícios para criação de roteiros.

Aguçar no aluno as suas curiosidades no sentido de pesquisar ou criar ambientes para locações. Orientar o aluno para a execução do que foi proposto no roteiro, edição corte, finalização postagem do vídeo nos espaços disponíveis na Internet. Produzir documentários sobre a cidade e a Região afim, focando além do Patrimônio Histórico Cultural, as condições Sócio Ambientais e as manifestações relacionadas a Arte e a Cultura contribuindo dessa forma para a preservação da Memória da Região onde a Oficina estiver sendo executada.

IndGesta

uma caneta pelo amor de Deus uma máquina de escrever uma câmera por favor um computador nem que seja pós-moderno vamos fazer um filme vamos criar um filho deixa eu amar a lídia que a mediocridade desta idade mídia não coca cola mais nem aqui nem no inferno

Tecidos sobre a pele

Terra, antes que alguém morra escrevo prevendo a morte arriscando a vida antes que seja tarde e que a línguada minha boca não cubra mais tua ferida entre/aberto em teus ofícios é que meu peito de poeta sangra ao corte das navalhas e minha veia mais aberta é mais um rio que se espalha amada de muitos sonhos e pouco sexo deposito a minha boca no teu cio e uma semente fértil nos teus seios como um rio o que me dói é ter-te devorada por estranhos olhos e deter impulsos por fidelidade ó terra incestuosa de prazer e gestos não me prendo ao laçodos teus comandantes só me enterro à fundo nos teus vagabundos com um prazer de fera e um punhal de amante minha terra é de senzalas tantas enterra em ti milhões de outras esperanças soterra em teus grilhões a voz que tenta – avança plantada em tico mo canavial que a foice corta mas cravado em ti me ponho a luta mesmo sabendo - o vão estreito em cada porta

Moenda

usinamói a cana o caldo e o bagaço usina mói o braço a carne o osso usina mói o sangue a fruta e o caroço tritura suga torce dos pés até o pescoço e do alto da casa grande os donos do engenho controlam: o saldo e o lucro

Goitacá Boy

ando por são paulo meio araraquara a pele índia do meu corpo concha de sol da minha veia em sua carne clara juntei meu goitacá seu guarani tupy or not tupy não foi a língua que ouvi na sua boca caiçara para falar para lamber para lembrar de sua língua arco íris litoral como colar de uiara é que eu choro como a chuva curuminha mineral da mais profunda lágrima que mãe chorara para roçar para cumer para tocar na sua pele urucun de carne osso minha língua tara sonha lamber do seu almoço e ainda como um doido curuminha a lamber o chão que restou da Guanabara

Alguma Poesia

não. bastaria a poesia de algum bonde que despenca lua nos meus trapézio de pingentes onde a lapa carregada de pivetes nos teus arcos ferindo a fria noite como um tapa vai fazendo amor por entre os trilhos não bastaria a poesia cristalina se rasgando o corpo estão muitas meninas tentando a sorte em cada porta de metrô e nós poetas desvendando palavrinhas vamos dançando uma vertigem no tal circo voador

não bastaria todo riso pelas praças nem o amor que os pombos tecem pelos milhos com os pardais despedaçando nas vidraças e as mulheres cuidando dos seus filhos

não. não bastaria delirar copacabana e esta coisa de sal que não me engana a lua na carne navalhando um charme gay e um cheiro de fêmea no ar devorador aparentando realismo hiper moderno num corpo de anjo que não foi meu deus quem fez esse gosto de coisa do inferno como provar do amor no posto seis numa cósmica e profana poesia entre as pedras e o mar do arpoador mistura de feitiço e fantasia em altas ondas de mistérios que são vossos

não. não bastaria toda poesia que eu trago em minha alma um tanto porca este postal com uma imagem meio lorca um bondinho aterrisando lá na urca e esta cidade deitando água em meus destroços pois se o cristo redentor deixasse a pedra na certa nunca mais rezaria padre nossos e na certa só faria poesia com os meus ossos


Jura secreta 16 para mayara pasquetti

fosse esta menina Monalisa ou se não fosse apenas brisa diante da menina dos meus olhos com esse mar azul nos olhos teus não sei se MichelÂngelo da Vinci Dalí ou Portinari te anteviram no instante maior da criação pintura de um arquiteto grego ou quem sabe até filha de Zeus e eu Narciso amante dos espelhos procuro um espelho em minha face para ver se os teus olhos já estão dentro dos meus

Artur Gomes http://goytacity.blogspot.com/

Artur Gomes & May Pasquetti


entreDentes 3

olhei a cara do tempo ela estava fechada não me dizia nada pensei as sagaraNAgens que o tempo fazia comigo peguei do tempo o umbigo cortei na ponta da faca e a tua cara de vaca sangrei sem nenhum remorso porque isso o tempo não tem agora o tempo sorri me mostra os dentes da boca e a tua cara de louca é a minha cara também










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